Faz um ano que, durante a quarentena, acrescentei Yuri à minha vida. E não me arrependo. O filhote de Cocker Spaniel chegou como uma força da natureza, esbanjando vitalidade, energia e amor no meu cotidiano.
Aproveito esse aniversário para dividir algumas curiosidades caninas. Em minha vida, sempre fui muito mais “gatófila” do que “cachorrófila”: pra uma dúzia de gatos significativos lembro aí de dois ou três cachorros. Com Yuri, contudo, isso mudou. Estou atenta a notícias e eventos que envolvem o relacionamento entre homens e seus “melhores amigos”…
Na quarentena, tenho visto muita TV a cabo e há um programa, OS MELHORES CÃES POLICIAIS, que acho divertido. É uma disputa entre equipes de adestradores e cachorros dos EUA, em provas de velocidade, obediência e perseguição; o campeão da noite leva dez mil dólares. Existem treinadores civis e cães de raças diversas, mas a maioria dos participantes vem das forças policiais e da raça cão pastor alemão. Um deles me impressionou: mal-encarado, imenso, força bruta e energia beligerante de 45 quilos, era expert em atacar e destruir inimigos. Seu dono contudo contava uma anedota peculiar, que certo dia recebeu um chamado urgente e lá foi ele e cão para a viatura. No meio do caminho é que o policial percebeu que as unhas das patas do cão estavam pintadas de cor de rosa!
Nas horas vagas, o cachorrão servia de babá para as filhas pequenas do policial que estavam, antes do chamado, em plena sessão de maquiagem canina…
Outro caso que quero comentar diz respeito à cidade de Pompeia. Não, não é o popular CAVE CANEM, o ladrilho “CUIDADO COM O CACHORRO”, descoberto no piso de uma casa da cidade italiana destruída em 79 d.C. pela erupção do Vesúvio. Refere-se a dois corpos petrificados, de um homem e de um cão, um ao lado do outro. Os arqueólogos descobriram que, na coleira do cachorro, havia um elogioso comentário do dono, grato porque seu animal o havia “salvo da morte por duas vezes”; uma, de morrer afogado e outra vez, do ataque de assaltantes. Pena que o cachorro não pôde salvar o dono da erupção de um vulcão! Mas, fiel eternamente, dividiu seu destino com ele e, pela inscrição na coleira, nos informou da sua magnitude na vida do homem.
Estes dois exemplos confirmam a importância dos cães em nossas vidas, em especial no papel de protetores e companheiros.
Cães podem ser aguerridos, obstinados, ferozes; também demostrarem carinho e sensibilidade para proteger e brincar com crianças pequenas. Cães são a Bela e a Fera na mesma criatura, forças significativas em nossa sociedade.
Uma notícia recente me deixa também esperançosa com a participação canina no combate à covid-19. No Reino Unido, cães estão sendo treinados para detectar pessoas contaminadas pelo vírus. Seu faro tem a mesma precisão dos testes farmacêuticos. Não é uma notícia incrível? Saber que agora esses grandes amigos colaboram no combate à pandemia que assombra a humanidade?