A literatura vive tempos democráticos. Hoje a edição de livros é acessível a qualquer um. Todos podem aderir a blogs ou editoras on-line que publicam os livros de quem quer que seja. Com isso, todo mundo que se diz escritor vira um escritor. Será? Lamento discordar, mas o fazer literário envolve muito mais coisas além da publicação de uma …
AS GARRAFAS VOLTAM A FLUTUAR
Durante 2020 e 2021 escrevi um blog chamado GARRAFAS AO MAR, no meu site marciakupstas.com.br A ideia era escrever de modo aleatório, uma mensagem sem destinatário certo, algo como se fazia antigamente, colocar um bilhete na garrafa e deixá-la flutuar pelas ondas, pra “saber o que ia dar”. E o que deu? Deu que reli essas 31 crônicas agora, em …
1984, de George Orwell
Li o livro 1984 em 1972. Estava com 15 anos, era adolescente imaginativa e tinha medo de que o livro pressagiava um futuro bem horroroso, com um planeta dividido em superpotências que tiranizavam seus cidadãos!
Onde meter o bedelho
Será que sou só eu ou todo mundo acha que o momento tá parado? Estagnado, expectante, chato, irritante? Na TV só se fala da vacinação, que não chega, vai chegar, chegou, acabou, vai retomar em X momento ou lugar… Ou se fica no aguardo: aulas presenciais? Pra todo mundo, em Agosto? As Olimpíadas no Japão? Como será, quem vai, como …
Um ano de cachorroterapia
Faz um ano que, durante a quarentena, acrescentei Yuri à minha vida. E não me arrependo. O filhote de Cocker Spaniel chegou como uma força da natureza, esbanjando vitalidade, energia e amor no meu cotidiano. Aproveito esse aniversário para dividir algumas curiosidades caninas. Em minha vida, sempre fui muito mais “gatófila” do que “cachorrófila”: pra uma dúzia de gatos significativos …
Papo de velho pra quem é jovem
Tive sorte em minha carreira. Hoje, creio que a maior delas foi ser uma adulta, ao estrear em livro. CRESCER É PERIGOSO saiu pela editora Moderna em 1986. Para a geração millenium, uma época inimaginável de ausência de computadores, Internet, celulares ou mídias sociais. Essa dificuldade de comunicação, contudo, apresentou suas vantagens. Eu tinha 29 anos, e, se desde os …
Vacina, afinal!
No último dia de abril de 2021 recebi a primeira dose de Astrazeneca, vacina contra o COVID. Ufa! A sensação é de alívio, mas cautela: AINDA é necessário distanciamento, usar máscara, recorrer ao álcool mais do que ao perfume… Mas é um avanço. Estudos indicam que, se eu desenvolver a doença, será uma forma leve de COVID; após a segunda …
Herança de sangue ou legado de alma
Virei avó. Meu neto Calvin nasceu no dia 16 de abril. Ser avó trouxe-me emoções intensas, que despertaram reminiscências e criaram antecipações… Minha avó se chamava Efrosina Telpizov, mas todo mundo no bairro da Vila Zelina a conhecia como Dona Rosa. Com meu avô Jorge, saiu de terras longínquas com três filhos, na década de 1920. Um filho morreu no …
BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ
A gente fala muito e diz pouco. Faça a experiência: registre por escrito uma conversa de celular, digamos, de 5 minutos. Vai se surpreender: primeiro, com o calhamaço de papel. Depois, pela quantidade de “poxa, né, hum, jura?, sabe”, além dos resmungos e repetições. Isso é normal numa conversa, mas a reprodução de todos os maneirismos da fala, num texto, …
”Drummond tinha razão”
“lutar com palavrasé a luta mais vã” Há uma frase atribuída a Carlos Drummond de Andrade ( 1902 – 1987) que afirma: “o adjetivo, quando não acrescenta, mata”. Isso resume o essencial sobre estilo. Como poeta, Drummond foi um perfeccionista que buscava exaustivamente a palavra certa; por isso, questionava os exageros que, na ilusão de acrescentarem valores, matavam a expressão. …









