Este é o décimo-terceiro GARRAFAS AO MAR e me parece especial exatamente por isso.

Gosto do número 13. Não sou numeróloga, mas tenho cá minhas simpatias com alguns algarismos e, contrariando boa parte da Humanidade, que classifica o 13 como aziago, eu ADORO o 13.

Por vários motivos: nasci em dia 13, meu nome tem treze letras, a letra EME (de Marcia) é a 13a do alfabeto, já morei em várias casa com um-e-três e, se forçar um pouco, posso citar muitos eventos positivos que aconteceram em dias 13. Sou supersticiosa? Nem tanto, se considerar aqueles edifícios nos EUA que suprimem o décimo-terceiro andar ou os crédulos em horóscopo que não saem de casa nas sextas-feiras dia 13. Estes são os que vêem o 13 como número maligno.

Há muitas teorias pra explicar o incômodo com o 13.

Para a cultura ocidental, uma dúzia é um número perfeito, equilibrado: são doze, os meses no ano, foram doze os apóstolos de Cristo. Para os crédulos, Judas Iscariotes foi o décimo-terceiro à mesa na última ceia e veio como traidor de Jesus. Marcou o 13 como aziago e traiçoeiro.

Tem tanta gente incomodada com o treze que há mesmo um termo específico. As pessoas que têm medo irracional e incomum pelo 13 sofrem de triscaidescafobia. Se isso parece o fim da picada, pode ficar pior. Se você, além de desgostar do número ainda se apavora com as sextas-feiras, 13, então pode sofrer de parascavedecatriafobia!

Isso sim, é que azar: ser um parascavedecatriafóbico!

Mas vamos falar a sério. Afinal, com superstição não se brinca. Até a mais racional das criaturas pode tremer se, à meia-noite, topar com um gato preto ou tiver que passar por baixo de uma escada.

Para os céticos, que já armam uma risadinha do tipo “comigo, não”, coloco uma questão: imagine que você está na sala cheia de colegas e o patrão diz que seu nome foi escolhido para o cargo cobiçado por todos. Vai me dizer que não arma “uma figa” discreta, com os dedos? Ou não dá três pancadinhas na madeira – toc, toc, toc – pra afugentar mau-olhado dos colegas invejosos?

Xô, azar. Fora, zica.

É bom prevenir. Até porque coisas boas viram más, “quem vê cara não vê coração”, “de boas intenções o inferno está cheio” – são frases feitas pelo povo há tanto tempo… Mas nem sempre “a voz do povo é a voz de Deus”.

Se é pra considerar a perfeição numérica como símbolo de bons augúrios, confesso minha ingenuidade com 2020. Desde o Reveillon encarei a simetria positivamente, dois mil e vinte é lindo, redondo, vinte-e-vinte, dois-zero-dois-zero, até em algarismos romanos é simétrico, MMXX, eme-eme-xis-xis, não é lindo? Pensava, “um ano que traz tamanha carga positiva na sua simbologia numérica irá prenunciar grandes e benfazejos eventos e”…

Pois é. Deu no que deu (ou ainda) está dando.

Então eu desejo boa sorte. Não esqueça de levar o pé de coelho ou a ferradura no bolso, durante esse mês de agosto. Vai que…